As coxilhas missioneiras irão amanhacer cobertas de geada
A obra segue devagar. Choveu a semana toda aqui em São Luiz Gonzaga (RS). Quanta umidade!
O vento minuano já está soprando, fazendo a temperatura despencar.
O minuano, para quem não é do sul, trata-se de um vento contínuo, sudoste, de origem polar, que varre as coxilhas do Rio Grande. Muito comum no inverno dos gaúchos, também sopra para esfriar argentinos e uruguaios. O vento “congela os ossos”, produz uma sensação térmica terrível. Impetuoso, entra pelas frestas das janelas e portas fechadas.
Pois o minuano (e os meteorologistas) indicam uma semana gélida. Começou hoje. Amanhã teremos formação de geada, desde que se acalme o minuano. Vai formar gelo pelo menos até quarta. A previsão é de 4º C na manhã de domingo (mínima). Segunda-feira, 1ºC. Terça-feira, 0ºC. Isso mesmo, ZERO GRAU!!!!Na quarta-feira já aquece um pouco, 3ºC.
Vinho à noite e chimarrão de manhã. Essa é a receita para encarar o frio. E o pala velho, obviamente.
Mas, como diz o poeta, o “(...) minuano vai correndo doidamente, e o próprio frio aquece o coração da gente (...)”.
Vejam todos os versos a seguir (e o vídeo da música, interpretada por José Cláudio Machado, mais abaixo).
Depois, ao final, uma vídeo para a Cê Vilanova matar a saudade da cultura sulina.
Depois, ao final, uma vídeo para a Cê Vilanova matar a saudade da cultura sulina.
Quando sopra o minuado
Minuano tá soprando, assobiando nesta noite
Troperiando seus fantasmas, troperiando
E as almas vão passando cavalgando redomões
Fantasmas do passado no tropel das tradições
Levanta gaúcho, todos precisam andar
Minuano está chamando e o Rio Grande precisa escutar
Venham comigo voar com o minuano
Na galopada destas almas pêlo duro
Neste tropel em que se unem gerações
E as velhas tradições dão o rumo do futuro
E o minuano vai correndo doidamente
E o próprio frio aquece o coração da gente
E o coração todo abre e se expande
Pra que entre em nosso sangue
O próprio sangue do Rio Grande
