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sábado, 25 de junho de 2011

Obra segue lenta. Minuano sopra!

As coxilhas missioneiras irão amanhacer cobertas de geada 

A obra segue devagar. Choveu a semana toda aqui em São Luiz Gonzaga (RS). Quanta umidade!

O vento minuano já está soprando, fazendo a temperatura despencar.

O minuano, para quem não é do sul, trata-se de um vento contínuo, sudoste, de origem polar, que varre as coxilhas do Rio Grande. Muito comum no inverno dos gaúchos, também sopra para esfriar argentinos e uruguaios. O vento “congela os ossos”, produz uma sensação térmica terrível. Impetuoso, entra pelas frestas das janelas e portas fechadas.

Pois o minuano (e os meteorologistas) indicam uma semana gélida. Começou hoje. Amanhã teremos formação de geada, desde que se acalme o minuano. Vai formar gelo pelo menos até quarta. A previsão é de 4º C na manhã de domingo (mínima). Segunda-feira, 1ºC. Terça-feira, 0ºC. Isso mesmo, ZERO GRAU!!!!Na quarta-feira já aquece um pouco, 3ºC.

Vinho à noite e chimarrão de manhã. Essa é a receita para encarar o frio. E o pala velho, obviamente.

Mas, como diz o poeta, o “(...) minuano vai correndo doidamente, e o próprio frio aquece o coração da gente (...)”.

Vejam todos os versos a seguir (e o vídeo da música, interpretada por José Cláudio Machado, mais abaixo).

Depois, ao final, uma vídeo para a Cê Vilanova matar a saudade da cultura sulina.

Quando sopra o minuado

Minuano tá soprando, assobiando nesta noite
Troperiando seus fantasmas, troperiando
E as almas vão passando cavalgando redomões
Fantasmas do passado no tropel das tradições

Levanta gaúcho, todos precisam andar
Minuano está chamando e o Rio Grande precisa escutar

Venham comigo voar com o minuano
Na galopada destas almas pêlo duro
Neste tropel em que se unem gerações
E as velhas tradições dão o rumo do futuro
E o minuano vai correndo doidamente
E o próprio frio aquece o coração da gente
E o coração todo abre e se expande
Pra que entre em nosso sangue
O próprio sangue do Rio Grande



Como diz o Chapolim/Chavez: sigam-me os bons!